Voluntariado: para que te quero?

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O primeiro instinto é acreditar que através do voluntariado vamos ajudar alguém, o que é verdade, naturalmente. O que ninguém sabe, sem viver a sua própria experiência, é que vamos de facto transformar, também, as nossas vidas.

Voluntariado: Para que te quero?
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As lições de vida que se podem retirar da troca são imensas e profundas, dependendo do tipo de voluntariado que se pratique. Existem inúmeras causas que podemos apoiar, doando parte do nosso tempo. Bem sei que o tempo é ‘o tema’ das nossas vidas, mas podemos, se quisermos, olhá-lo por diversas perspetivas.

Será que ao doar o meu tempo estou a investir em mim? Claro que sim. Se pensarmos em doar apenas duas horas por semana (ou mesmo por mês), em que é que isso se traduz na nossa vida? É um piscar de olhos.

Quais serão os benefícios? Vejamos alguns:

  • Desenvolvemos a nossa compaixão;
  • Aumentamos a nossa confiança;
  • Abrimos o coração;
  • Aprendemos a relativizar ‘problemas’;
  • Ganhamos um sentimento de pertença;
  • Promovemos a inclusão social;
  • Contribuímos para o desenvolvimento da nossa comunidade.

É frequente queixarmo-nos da qualidade do nosso tempo e rapidamente assumimos que não fazemos nada de útil e que vivemos como robôs: casa-trabalho/trabalho-casa. É nestes momentos que alguns pensamentos surgem: ‘Gostava de gerir melhor o meu tempo’; ‘Gostava de me sentir útil’; ‘Gostava de apoiar alguma causa’; ‘Gostava de fazer a diferença’. Pois bem, considere o voluntariado como uma das possibilidades para ocupar parte do seu dia com uma atividade que lhe vai permitir adormecer com um sentimento de missão cumprida.

Existem causas muito nobres e uma das que mais me diz é a Associação Nuvem Vitória, fundada em 2016 pela Fernanda Freitas, e que desenvolve um trabalho voluntário único no mundo. Todas as noites, as equipas de voluntariado contam histórias de embalar  a crianças que estão longe dos seus ambientes familiares. Esta associação pretende estimular o envolvimento dos pais, familiares e cuidadores, na área da leitura e da narração oral, em diferentes contextos, procurando elevar o nível de literacia das populações bem como estreitar os laços familiares e com os cuidadores em geral.

Se se sente o apelo ao voluntariado comece por pesquisar causas com as quais se identifique e faça uma triagem:

  • Gosta de crianças?;
  • Sente apelo a cuidar idosos?;
  • Gostaria de promover ações lúdicas em escolas?;
  • Tinha interesse em fazer recolha alimentar para apoiar instituições diversas?;
  • Gostava de participar na confeção e/ou distribuição de refeições a sem-abrigos? O horário noturno será um impedimento?;
  • Tinha interesse em participar na limpeza de praias ou jardins ao fim-de-semana?;

Sinta o que lhe ressoa, consulte os sites das instituições que lhe apelam e veja se estas têm programas de voluntariado organizado. Caso não tenham, experimente enviar um e-mail proativo.

Arrisque dar o primeiro passo: garanto-lhe que valerá a pena!

Originalmente publicado em Sapo Lifestyle

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